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    • Uma simples Oração
    • Naquela noite chuvosa,uma simples oração mudou tudo.


      “Digam-me o que vocês precisam fazer?”. Indagava-os durante aquela palestra na Universidade. Como um caçador de almas, ninguém foi capaz de escapar de Deus, naquela noite chuvosa. Via nos olhos deles, tão silenciosos, a mais nova descoberta de amor. Cheguei o mais perto que pude e me atrevi pedir aqueles jovens a Deus. Eram mais ou menos nove horas e nem o frio que fazia podia desfocá-los. Senti que estavam ardendo a ponto de consumi-los por inteiro. E nem me lembrava mais do início da palestra, quando senti que havia um ar pesado. Vi que estavam sentados no chão logo à frente, como que caídos, outros bem dispersos na última fileira, conversando sobre o temporal lá fora. Os que estavam encostados na parede ao lado demonstravam certo desinteresse. Eu simplesmente não me movia e pensei “Meu Deus se aproxime!”. Dei um tímido sorriso e me assegurei em Deus. Virei-me para um professor grisalho que estava perto e percebi que ele também começava a inquietar-se. Mesmo assim, sentia-me desafiado. A frieza no olhar deles, me dava à certeza de que eu estava no lugar certo. Pensei, ”o meu maior inimigo aqui, não é o frio e nem a chuva”. Eu estava certo. O Senhor Deus se aproximou e agora, aqueles jovens, queimavam feito fogo. O Espírito de Deus começava a encher aquele auditório e todos não podiam mais sentir resistências. Uma simples oração mudava o curso de toda a história deles. Enquanto pregava, lançava os olhares sobre eles e no local onde estavam via com clareza o desejo Divino em atingi-los por completo. Nunca tinha visto algo parecido. Pensei, “nós não somos auto-suficientes”. Nada podia interromper. Eles não podiam resistir ao amor de Deus. Não havia mais nada que pudessem fazer. A “ordem” fora dada, e a “graça” os obrigava a ceder. O mistério Divino os aprofundava. Como estrelas, surgiam. E na proporção que avançavam, pensei, “não há como avançar mais depressa que isso. Estão no sonho de Deus”. Não havia mais distância, Ele estava tão perto. O que havia naquele auditório eu não sei, apenas tinha a certeza de que aqueles jovens nunca mais seriam os mesmos. “O que foi aquilo?” Disse um jovem próximo. Um grande clarão chamava atenção de quem olhasse para cima em direção ao céu. Nem mesmo aquele teto de vidro, finalizado há poucos dias, pode impedir a resposta que esperava naquela noite. O temporal lá fora começava a diminuir. E nem mesmo frio podia sentir. E isso não me importava. As pupilas se abriam completamente recolhendo no íntimo todas as partículas de luz que vinham do céu. Se eu não pudesse ver o rosto deles te confessaria. Distanciava toda a ausência fraterna, e o amor, enlaçava-os. Abraçados um ao outro, riam, choravam, se entregavam de tanto amor. Não havia adversários acadêmicos naquele auditório. Toda a rivalidade, a inveja e suas dores, simplesmente foram levadas para longe. Estavam todos convencidos e o que havia ali, uma Força incrível, abrigando-nos. Como me esquecer daquele momento? Não nos pertencíamos mais. E as mãos estendidas que procuravam afago encontravam no mais próximo delas. Todos feridos de tanto amor. Pela primeira vez, vi todas as minhas conclusões caírem por terra. Havia ali, uma contradição teórica. Eu, ainda muito jovem, logo no início, depois de um longo período de estudos, cursos e aprendizados, olhava fixamente, como se realmente fosse à primeira vez. Pequenos pontos de dúvidas me limitavam a uma entrega ainda mais profunda. Apenas olhava. E me via desaparecendo na frente deles que se soltavam aos cantos e pulos. Realmente algo fascinante. Estavam fora de controle, em pouco tempo, por instantes apenas, não saberiam mais quem são. Os velhos olhares, as antigas posturas deles, o jeito com que me haviam recebido, não existiam mais. Enquanto apreciava o grande louvor dos jovens, reverberava por todo o meu ser a mais nova descoberta Divina. Naquela noite chuvosa, abaixei a cabeça ligeiramente e me emocionei. Como se tivesse sido golpeado no coração. Originalmente, sacudi a cabeça de um lado a outro, e pensei “Deus se aproximou”. Esqueci-me Nele. Estendi as mãos, como querendo atingir o alto, desejoso, aflito, avivado. Não podia deter-me nem mais um instante. Eu? Era um com eles. Abandonado, simplesmente. Um amor tão grande nos levaria depois daquele dia a uma incansável busca de outros jovens. Queríamos todos, sem distinção. Havia falado sobre o Amor de Deus. Preparei-me muito para aquele dia. Havia lançado desafios, habilidades que podiam ser colocadas em prática em prol de outros jovens. O desafio de se criar um diretório da juventude cristã. O desafio de evangelizar os galpões estudantis. Dizia, “escolham que grupo vocês querem”? Insistia, “potencialize suas vontades em Deus. Conquiste a confiança dos outros e os traga para Deus”. Sugeria, “façam valer sua juventude. Esse é o melhor lugar para vocês se comprometerem”. Deus estava operando. Deus queria um grande projeto com aqueles jovens. Ele foi desafiado e decidiu por todos naquela noite. Deu-nos a grande oportunidade. E isso era só o começo. Estava assustado feito uma criança com o que Deus estava propondo. E simplesmente agradecia em silêncio. Foi um pedido a altura dos jovens. Um pedido “revolucionário”. Todas as resistências haviam ido embora. Ele divinamente acabou com elas. Quantas curas. Havíamos encontrado um grande Tesouro. E queríamos dizer ao mundo. Lembro-me de um jovem que disse, “olhem pra mim e veja o que esta acontecendo?”. Instintivamente tocado pelo Mistério. E não foi tudo o que ele disse. Soube, mais tarde, que esse jovem, Matheus, se unira a Carla, 23 anos, liderando um grupo de voluntários em prol de uma casa de acolhida com pessoas soro positivo. Outro, Eduardo, também que chorou muito naquele dia, 25 anos, com Henrique e Ricardo, com 24, passaram a oferecer cursos gratuitos de informática para jovens e adolescentes na própria Lan House. Lembro-me de outra jovem, Beatriz, 22 anos, que havia partilhado no fim da palestra, “o que houve aqui?” Juntamente com Regina (21), Bruna (23) e Sandra, com 27 anos, passaram a organizar um grupo de voluntários que preparam e servem sopa para os necessitados durante a noite. Agora o rosto de outro jovem, inicialmente, inexpressivo, com dureza, de Robson, o levaria com Carla (20), Lara (24) e Marcelo, 22 anos, liderarem pequenos grupos de jovens voluntários que recolhem mensalmente roupas, agasalhos, fraudas e mantimentos para doarem a instituições cadastradas. Quis acompanhar de perto. Sempre soube notícias deles. Um tempo depois, encontrei um jovem que estava naquele dia chamado Marcos que me contou o que Deus estava fazendo. Deus estava varrendo a vida de muitos jovens. Pena que nem todos compraram a ideia. Mas mesmo assim, lembro que a maioria deles saiu pelas ruas embaixo de chuva numa alegria contagiante. Era só o começo. Também soube que, Júlia, 29 anos e Flávia, 27 anos, agora, dentistas, prestam semanalmente assistência odontológica no próprio consultório, gratuitamente, a pessoas sem renda. E ainda se lembram daquele dia. E hoje, casados, os jovens, Álvaro, 32 anos e Mônica, com apenas 29 anos, também afirmam que tudo começou naquele dia, até o namoro deles, embaixo de um temporal de amores. Hoje dedicam parte de seu tempo cadastrando famílias sem renda, em bairros carentes junto ao grupo de voluntários que formaram. Mensalmente eles doam cestas básicas para as famílias que mais precisam. Naquela noite chuvosa, chuva de graças, eu simplesmente pedi “Meu Deus se aproxime”, uma simples oração que mudou tudo.

       
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